, The Wall consolida de vez o sucesso e a qualidade dos trabalhos do Pink Floyd. O conceito do albúm, criado pelo principal letrista da banda, Roger Waters, remete a um conjunto aparentemente desconexo de ações pessoais e crítica a grandes acontecimentos históricos do autor, que cria a história de um famoso músico de rock que, por ser totalmente introspectivo, não consegue lidar com as diversas dificuldades que lhe aparece ao longo da vida, como a morte de seu pai na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), a extrema proteção por parte de sua mãe, a traição de sua esposa, e o peso do sucesso, que lhe faz optar por se isolar completamente (embora ao menos em pensamento, como é sugerido no filme e no albúm) da sociedade. Como dito anteriormente, a obra é profundamente inspirada na vida de Roger Waters e seu olhar sobre a mesma, o que pode fazer se confundir, ao menos a primeiro instane, se a história contada não é mesmo a do músico. Ele realmente perdera seu pai na guerra e, de acordo com entrevistas, estava se sentido totalmente sufocado pelo esmagador sucesso que obtivera após a grande repercussão de The Dark Side of the Moon, que promovera a imagem e a música do Pink Floyd a patamares jamais pensados até mesmo pelos próprios membros da banda. Esses fatos estão presentes mesmo em músicas até de albúns anteriores a The Wall, em particular na canção Wish you were here, do albúm homônimo de 1975, em que Roger afirma que o sucesso é como um papel principal em uma gaiola (“…for a lead role in a cage?”). A idéia de se isolar a partir de um muro começou a tomar forma após o incidente do show de Montreal, em maio de 1977, quando Roger Waters cuspiu em um fã que estava fazendo bagunça e queria subir no palco da banda. O descontentamento de Waters com esse episódio fora tão grande que, a partir daí, começara a desenvolver um conceito que posteriomente viria se tornar o albúm de 1979. O sucesso do albúm não se deve, obviamente, apenas ao conceito do mesmo, mas também pelas contribuições de outros membros da banda nos aspectos musicais, em especial David Gilmour, guitarra, e Richard Wright, teclados. A atuação de Gilmour nesse albúm fora tão importante, desde a execução de solos memoráveis até as linhas vocais marcantes, que em alguns momentos chega a ofuscar as contribuições de Waters nas composições. Wright, que fora despedido da banda durante as gravações, com alegações de que não estava se dedicando a banda e também por abuso de drogas, contribui com linhas de teclado as vezes poderosas e sublimes, marcando de vez a sonoridade característica da banda. Sua ausência seria sentida em The Final Cut (1983), e seu retorno a banda, em 1987, comemorado. Após The Wall, as relações entre os integrantes, em especial David Gilmour e Roger Waters tornou-se muito explosiva, o que fez com que Waters se desligasse da banda em 1985. Uma reunião entre os quatro integrantes foi realizada em 2005, no festival Live 8, em Londres, e outra não foi possível, pois Richard Wright morrera em 15 de setembro do ano passado. No entanto, The Wall é um dos grandes marcos da música, e ingnorá-lo é impossível. Seleciono um vídeo dumas das apresentações que se tornaram o albúm ao vivo Is There Anybody Out There? The Wall Live: 1980-1981, lancado em 2000. A música, In The Flesh?, tema de abertura do show e do albúm. Note que não é a banda Pink Floyd, e sim a banda de apoio do show, com máscaras dos músicos da “banda principal”. Obrigado a todos e comentem!!In The Flesh? Londres, 9 de agosto de 1980.






